Coleções de Répteis e Anfíbios

As coleções de anfíbios e répteis são continuamente acrescidas por trabalhos de campo de seus pesquisadores e como instituição depositária de numerosos estudos. Recebe ainda material oriundo de outras fontes, como permutas e doações), mediante solicitações feitas diretamente aos curadores. Atualmente a coleção de anfíbios, conta com cerca de 90.000 e a de répteis com cerca de 30.000 exemplares. Além disso, como tradicionalmente vários herpetólogos trabalharam ou trabalham no Museu Nacional, é grande o número de exemplares-tipo (espécimes usados na descrição de novas espécies para a ciência). Em função da importância de seu acervo, as coleções abrigadas no Setor de herpetologia são continuamente estudadas por pesquisadores do Brasil e do exterior mediante prévios contatos com os curadores.

Nos dias de hoje a coleção de tipos de anfíbios e conta com cerca de 280 espécies nominais, representadas por holótipos, parátipos e sintipos. A coleção Adolpho Lutz conta com tipos de cerca de 70 espécies nominais.

A coleção de tipos de répteis possui atualmente cerca de 60 espécies nominais, representadas por holótipos, parátipos e sintipos. A coleção Adolpho Lutz conta com tipos de cinco espécies nominais.

Instruções para manuseio de espécimes preservados em meio líquido

  1. Os animais devem ser preservados no mesmo meio no qual foi conservado (usualmente álcool 70% ou formalina 10%).
  2. Não coloque álcool desnaturado ou outro tipo de álcool.
  3. Os espécimes não devem ser submetidos à água.
  4. Não permita que os espécimes desidratem.
  5. Mantenha os espécimes afastados de fonte de calor.
  6. Não exponha os espécimes à luz ultravioleta.

Instruções para manuseio de espécimes de esqueleto seco

  1. Não desarticule o esqueleto.
  2. Não limpe os ossos quando não houver necessidade.

Instruções para manuseio de espécimes diafanizados

  1. Os animais devem ser preservados no mesmo meio no qual foram conservados (glicerina 100% com timol).
  2. Não desarticule o esqueleto.
  3. Não limpe os ossos quando não houver necessidade.

» Dissecção de Material

» Visita a coleção, Depósito e identificação de material

Dissecção de Material

O uso de espécimes preservados em coleções científicas para estudo tem aumentado ao longo dos anos. Este uso está relacionado não somente com o aumento de pesquisadores e novas técnicas de abordagem científica, mas também com o decréscimo de material novo disponível devido às políticas de coletas dos órgãos competentes, o declínio e extinção de algumas populações devido à perda do ambiente natural e exploração comercial. Como resultado temos que: (1) espécimes de muitas espécies são insubstituíveis atualmente; e (2) o número de pesquisadores a acessarem o material aumento, podendo ter interesses similares ou diferentes com relação ao material. Devido a estes fatores procuramos preservar ao máximo o material em coleção e todas as modificações ou dissecções no material devem ser aprovados pelos curadores responsáveis. A solicitação deve justificar a necessidade de alteração ou dissecção do material solicitado.

Dissecções pequenas que são necessárias rotineiramente (e.g., determinação do sexo) em estudos taxonômicos são usualmente autorizados. Solicitações de dissecção extensiva do espécime (e.g., estudos de história natural) podem ser negadas pelo curador se o material for raro em coleção. Apenas 1/3 do material total da espécie pode ser autorizado a ser dissecado.

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Visita a coleção, Depósito e identificação de material

O setor de herpetologia do Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro conta com equipamentos microscópios, lupa milimetrada, e equipamento fotográfico para apreciação dos pesquisadores visitantes. A visita para análise de material científico deve ser agendada com os curadores do setor.

Como depositar seus espécimes nas coleções herpetológicas do Museu Nacional?

O Setor de Herpetologia do Museu Nacional recebe rotineiramente exemplares testemunhos de estudos científicos e consultorias e conta com especialistas dos diversos grupos de anfíbios e répteis para identificação do material. O material a ser depositado na coleção deve conter todos os dados de coleta (em hipótese alguma, serão aceitos exemplares com dados parciais ou a serem complementados) e serem adequadamente preparados e conservados. Animais em condições ruins de preservação (e.g., animais atropelados) serão avaliados pelo curador e podem ou não ser depositados na instituição.

Quando os exemplares forem enviados por correio, muita atenção para a embalagem não apresentar vazamentos e os exemplares não serem amassados (use tecido ou gaze umedecida em álcool. Não utilize algodão). Os exemplares devem, obrigatoriamente, estarem acompanhados de todos os dados de coleta para seu imediato tombamento na coleção. Seu material será processado o mais rapidamente possível e os números de tombo lhe serão enviados por e-mail.

Toda a responsabilidade para obtenção das necessárias autorizações de coleta é do pesquisador interessado. Para obter uma carta de aceite de material (para envio aos órgãos competentes), escreva diretamente a um dos curadores.

Para citar a coleção veja em Precisa de identificação de exemplares?

O depósito de seu material de estudo no Setor de Herpetologia permitirá livre acesso dos pesquisadores em geral, facilitando a utilização destes em outros estudos.

Precisa de identificação de exemplares?

Os pesquisadores da Herpetologia do Museu Nacional rotineiramente identificam exemplares de anfíbios e répteis para terceiros. Para isso é necessário que os exemplares sejam obrigatoriamente doados ao Museu Nacional. Após o envio do material (veja: Como depositar seus espécimes nas coleções herpetológicas do Museu Nacional?), seu material será identificado no nível hierárquico mais baixo possível e o número de tombo correspondente será enviado ao interessado por e-mail, para possível citação em seu estudo.

Os acrônimos das coleções de anfíbios e répteis é MNRJ (coleção de anfíbios ou répteis, Museu Nacional, Rio de Janeiro, Brasil). Para a coleção Adolpho Lutz: AL-MN (coleção de anfíbios ou répteis, Museu Nacional, Rio de Janeiro, Brasil).

O depósito de seu material de estudo no Setor de Herpetologia permitirá livre acesso dos pesquisadores em geral, facilitando a utilização deste em outros estudos.

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